A mudança é parte do que Mozilla chama de uma atualização de sua Security Bug Bounty Program, que foi lançado em 2004.
“Muita coisa mudou em seis anos desde que o programa Mozilla foi anunciado, e nós acreditamos que uma das melhores maneiras para manter a segurança de nossos usuários é torná-lo economicamente sustentável para os investigadores de segurança, para fazer a coisa certa ao divulgar informações”, escreveu Lucas Adamski, diretor de engenharia de segurança, em um blog.
A Mozilla também ampliou o valor da recompensa, que continuará a aplicar-se o Firefox e o cliente de email Thunderbird, e também para o navegador Firefox móvel e outros serviços.
“Estes são produtos que têm, tradicionalmente nos temos pagado prêmios, de qualquer maneira, mas nós quisemos fazer isso explícito”, escreveu Adamski.
Mozilla pode negar uma recompensa para um pesquisador, no entanto, se a organização considera a pessoa agiu de má fé para com os usuários,disse Adamski.
Outras partes do programa serão mantidas, no entanto. Uma recompensa ainda vai ser pago mesmo que um pesquisador tenha publicado informações sobre as vulnerabilidade ou se o pesquisador não tem tempo para trabalhar em estreita colaboração com a equipe de segurança da Mozilla.
Um novo programa de email revelado pela Mozilla esta semana contém código proveniente de uma fonte incomum, as forças armadas francesas, que decidiram que o produto de fonte aberta era mais seguro que o Outlook, oferecido pela Microsoft.
A história de como o governo francês se envolveu com o movimento do software de código aberto começou seis anos atrás. As forças armadas francesas escolheram o software de fonte aberta depois de um debate interno no governo que começou em 2003 e culminou em uma diretiva promulgada em 6 de novembro de 2007 que dispunha que as agências do governo “procurassem a máxima independência tecnológica e comercial”.
Os militares descobriram que o projeto de fonte aberta adotado pela Mozilla permitia que a França instalasse extensões de segurança, enquanto o software fechado e exclusivo da Microsoft não admitia alterações.
“Começamos com um projeto militar, mas o generalizamos rapidamente”, disse o tenente-coronel Frederic Suel, do Ministério da Defesa, um dos encarregados do projeto.
A Gendameria Nacional, força policial francesa que na época integrava as forças armadas e cuidou do projeto, oferece parte do seu trabalho ao público sob o nome TrustedBird, e divide os créditos de marca com a Mozilla.
As forças armadas francesas usam o software de email Mozilla Thunderbird e, em certos casos, a extensão TrustedBird em 80 mil computadores, e o uso do programa se espalhou aos ministérios das Finanças, Interior e Cultura.
O governo francês está começando a adotar outros softwares de código aberto, entre os quais o Linux, no lugar do Windows, e o OpenOffice, no lugar do Microsoft Office.
Os grupos sem fins lucrativos que produzem a maioria desses programas, incluindo o software Samba para servidores e o produto mais conhecido da Mozilla, o navegador Firefox, dependem de programadores voluntários em todo o mundo.
O Thunderbird 3 usa parte do código do TrustedBird, e também aproveita o trabalho de mil outros programadores e usuários de computadores em todo o mundo.
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